Tem momentos que exigem paciência e Psicoterapia.


A Psicologia é uma ciência relativamente nova, que vem se expandindo aos poucos e acessando cada vez mais pessoas. Por se tratar de uma ciência que cuida da saúde emocional, tem crescido rapidamente. Afinal, quem não tem ou nunca teve algum tipo de conflito emocional, daqueles que não se sabe o que fazer para solucionar?


Seja pela perda de um ente querido, pelo fim de um relacionamento ou simplesmente por não conseguir decidir algo sozinho, em algum momento da vida todos nós nos deparamos com situações que fogem do controle, e que nos deixam tristes, cansados demais para seguir em frente. Nesse caso buscar ajuda de um psicólogo pode ser muito válido, mas mesmo assim algumas pessoas hesitam.


Você pode estar pensando que esse não é o seu caso e que você não precisa de um psicólogo, pois tem amigos para lhe apoiar, tem a fé religiosa para se consolar e familiares que sempre lhe escutam e estendem as mãos quando você os procura. Se você tem a sorte de ter tudo isso, o que muitos não têm, ainda assim posso lhe explicar porque eles não irão substituir o papel de um psicólogo na sua vida.


Um velho ditado diz: “Se conselho fosse bom, não se dava, vendia!”. Sobre isso eu te convido a pensar sobre quantas pessoas não lhe deram diferentes conselhos e ideias para resolver uma única situação. Se por um lado as sugestões lhe ajudaram a tomar algum tipo de decisão, por outro, elas podem ter lhe influenciado a fazer o que elas fariam e não o que você acreditava que precisava ser feito, podendo até ter tomado a decisão errada. Somos seres em construção e facilmente influenciáveis quando passamos por um momento de vulnerabilidade.


Sem contar que quase sempre ao falar de si para um amigo, escuta-se frases como: “Eu teria feito diferente;” ou “ Nossa, como você teve coragem de fazer isso?” É natural no indivíduo ao escutar algo julgar a história através de seus próprios valores, crenças e particularidades.


Agora que já discutimos tudo isso, gostaria de esclarecer como o trabalho do Psicólogo Clínico não tem nada em comum com o que foi citado acima. Primeiro me refiro ao fato de que o Psicólogo não dá conselhos e nem diz, faça dessa ou daquela maneira, pois seu papel é ajudar o paciente a se auto conhecer, refletir sobre si mesmo, sobre aquilo que ele construiu com seus próprios valores, particularidades e crenças. Numa parceria de descoberta junto com o paciente, o psicoterapeuta consegue direcionar as sessões para que o paciente tome suas próprias decisões e entenda o que lhe motiva a agir de uma determinada maneira.


Outra questão relevante é que o Psicoterapeuta não está ali para julgar suas atitudes e nem sua maneira de pensar, ele é um profissional preparado para entrar na sala de atendimento desprovido de preconceitos ou julgamentos, pronto para te escutar com empatia, e por isso você não precisa sentir medo e nem vergonha de dizer absolutamente nada. O espaço terapêutico é o seu lugar, o seu momento de falar consigo mesmo e se ouvir de diferentes formas.


Claro que nem sempre é fácil mexer em feridas abertas e mal cicatrizadas. Muitas vezes a psicoterapia irá leva-lo a mergulhar numa parte obscura do seu íntimo, um lugar que até mesmo você desconhece em si, mas por mais que esse seja um processo difícil e possivelmente amedrontador, é também libertador, pois ao se auto conhecer verdadeiramente você estará muito mais preparado para lidar com possíveis adversidades.


Bem, agora que você já sabe o que faz um psicólogo, não há razões para evitar buscar ajuda quando sentir que é necessário. Ninguém precisa ser forte o tempo todo, há um espaço onde você pode falar de você sem medo, sem culpa, sem vergonha. Um lugar onde você não precisa se moldar, podendo verdadeiramente ser.

Psicóloga Bárbara Rezende CRP 06/130188


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