Você sabia que animais de estimação podem auxiliar no tratamento de depressão, autismo, ansiedade e



Quase sempre quem tem um animal de estimação concorda com o fato de que seus animaizinhos lhe ofertam amor e são grandes companheiros. O que muitos não sabem é que os benefícios de ter um bichinho vão muito além desse propósito e os "pets" muitas vezes tem um papel importante na saúde psíquica de um indivíduo.

É claro que os “pets” não substituem as ações medicamentosas e nem o tratamento psicoterapêutico tão importante para ajudar a controlar uma doença como depressão ou o Transtorno de Ansiedade, mas não há como negar que em muitos casos os animais tem oferecido um grande apoio terapêutico aos profissionais da área de saúde.


“Em 1955, no Rio de janeiro, a médica psiquiatra Nise da Silveira rebelou-se contra as técnicas agressivas usadas no tratamento de pacientes com esquizofrenia e relatou benefícios encontrados na relação que os pacientes estabeleceram com os animais adotados que viviam no hospital onde ela atuava. Nise percebeu que os animais possuíam qualidades que os transformaram num ponto de referência estável, que permitia ao doente se reorganizar psicologicamente. Um relato da época explica que uma das pacientes pode retornar a sua capacidade criativa como pianista através da relação estabelecida com os animais.”


Os pacientes depressivos também podem ser beneficiados pelo convívio com os bichinhos que oferecem divertimento aos seus donos, e sobre isso já foi cientificamente comprovado que essa relação aumenta nos humanos os níveis de endorfina, podendo minimizar os efeitos devastadores da depressão.


As crianças também podem tirar proveito da relação que estabelecem com os pets, por exemplo, no caso de crianças diagnosticadas com autismo, os estudos apontam que conviver com os animais é saudável e estimulante. A Criança autista tem dificuldade para se relacionar socialmente, e o convívio com um cão treinado em parceria com atividades adequadas são de grande valia para auxiliar no desenvolvimento infantil delas, podendo diminuir comportamentos como agressividade, alienação e isolamento.


Os hiperativos por sua vez podem amenizar os sintomas, fazendo bom uso do convívio com os bichinhos, uma vez que em muitos casos, conviver com animais pode deixar a criança mais calma e tranquila. Apenas para os alérgicos e para aqueles que têm problemas respiratórios, o convívio com bichinho pode necessitar de uma recomendação médica.


Encerro esse texto com uma frase de Sigmund Freud (1856 – 1939), que diz: “Cães amam seus amigos e mordem seus inimigos, bem diferente das pessoas que são incapazes de sentir amor puro e têm sempre que misturar amor e ódio em suas relações”.


Talvez essa frase explique o motivo para que cada vez mais os animais ocupem um lugar tão especial na vida das pessoas, ajudando-as a superar a carência afetiva e conviver com momentos de solidão. E se você não tinha uma boa justificativa para sentir e expressar seu amor pelos animais, agora já sabe que eles são mais que amigos dos humanos, são em muitos casos “pet terapeutas” que em parceria com um bom psicólogo ou médico, podem ajudar a superar alguns conflitos e doenças psíquicas.

Psicóloga Bárbara Rezende CRP 06/130188


Posts Em Destaque
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Nenhum tag.
Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square